Primeiro crematório de animais em Portugal
Uma unidade de tratamento de subprodutos de origem animal, equipada com o primeiro crematório em Portugal de cadáveres de animais domésticos e selvagens, começou esta terça-feira a funcionar em Beja, num investimento de um milhão de euros, escreve a Lusa.
A unidade da empresa Ambimed está instalada no Parque Ambiental da Associação de Municípios Alentejanos para a Gestão do Ambiente (AMALGA), situado a 11 quilómetros de Beja.
O projecto inclui o «primeiro crematório em Portugal criado especialmente para fazer incineração dedicada de cadáveres de animais domésticos e selvagens, de acordo com a nova legislação nacional e comunitária», explicou José Manuel Palma, da Ambimed.
Com capacidade para cremar «entre 500 a 700 quilogramas» de resíduos por hora, o crematório vai incinerar cadáveres de animais provenientes de particulares, canis municipais, clínicas veterinárias, zoológicos, circos, laboratórios de investigação veterinária e instituições ligadas à vida animal.
Cumprir o regulamento
O crematório, frisou o responsável, vem responder à «necessidade premente» de encontrar soluções para cumprir o regulamento europeu que entrou em vigor em Portugal e que estabelece regras sanitárias relativas aos subprodutos animais não destinados ao consumo humano.
Antes, lembrou, «os cadáveres de animais de companhia, como cães e gatos, eram classificados como resíduos sólidos urbanos e depositados nos contentores de lixo normais, com grandes riscos de contaminação biológica».
«A maior parte das pessoas ainda não sabe, mas, actualmente, há legislação que obriga à imediata incineração do cadáver de um animal doméstico, devido ao potencial risco de contaminação biológica», disse.
Além do crematório, a unidade inclui também um sistema de gestão integrada de outros subprodutos animais, como restos de carne e de pescado provenientes de talhos e peixarias, em estabelecimentos específicos ou integrados em mercados ou super e hipermercados.
O sistema de gestão faz a recolha dos subprodutos animais no produtor e o armazenamento temporário em câmaras frigoríficas até serem encaminhados para transformação em farinhas ou rações.
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